Quando somos expostos a sons de forte intensidade, estes nos provocam sensações desagradáveis. Isto porque o estímulo sonoro ativa a amígdala central, que é uma das estruturas responsáveis pela memória e pelas reações físicas e psicológicas, e envia mensagens ao hipotálamo e ao tronco cerebral. No hipotálamo, essas mensagens podem gerar reações como palidez, calafrios, tremores, arrepios, aceleração da pressão arterial e dos batimentos cardíacos. Já no tronco cerebral, as mesmas podem desencadear reações como medo ou repulsa. Seguindo esse caminho, na região do córtex, as sensações serão relacionadas com experiências passadas ou presentes.
Se a intensidade destes sons desagradáveis for muito elevada, podem levar à destruição das células ciliadas no ouvido interno, causando uma perda auditiva irreversível e, conseqüentemente, dificuldades na compreensão da fala. A lesão das células ocasionada por exposição aos ruídos intensos ocorre por deficiência capilar, degeneração das células ciliadas e das células de sustentação do Órgão de Corti; podendo estender-se também às células nervosas do gânglio espiral.