O Projeto Homem Virtual é apresentado em congresso de hospitais
universitários
Julia Zanolli
colaboração Vanessa Haddad

Dr. Chao Lung Wen em sua apresentação
O Aconteceu entre os dias 10 e 12 de dezembro, em São Paulo,
o
II Congresso Brasileiro de Hospitais Universitários e de
Ensino, com o objetivo de discutir a qualidade na
gestão e na prestação de serviços de saúde. O Congresso está na
sua segunda edição e teve representantes de diversos hospitais
universitários de todo o país.
A mesa redonda “Informatização e Telemedicina como Ferramenta de Gestão,
Capacitação e Ensino”, realizada na quarta-feira, dia 12, contou com a presença
do professor Chao Lung Wen, presidente do Conselho Brasileiro de Telemedicina e
Telessaúde (CBTms). “A Telemedicina não é apenas um conjunto de recursos
tecnológicos, é justamente o uso lógico e humanizador destes recursos”,
esclareceu o Dr. Chao durante sua exposição.
Ele contou sua experiência frente à Disciplina de Telemedicina
da Faculdade de Medicina da USP e mostrou a Rede EPesq, que
conecta todo o complexo do Hospital das Clínicas/FMUSP.
Apresentou também os procedimentos realizados por esta rede de
Telemedicina, como videoconferências para encontros não
presenciais entre especialistas. Falou ainda do Pólo de
Telemedicina da Amazônia, criado em parceria com a USP, que
viabilizou a chegada do Projeto RUTE à região.
O professor Chao contou sobre alguns dos projetos da Disciplina
de Telemedicina/FMUSP, como o Jovem Doutor.
Trata-se um modelo educacional que pode complementar a formação
das universidades, pois incentiva os estudantes a construir
diversas atividades educativas através da interação com
profissionais e do aprendizado em Atenção Primária.
O Projeto Homem Virtual também foi apresentado
durante a mesa redonda. Os participantes mostraram-se muito
interessados pelas aplicações desta iniciativa, que recria as
estruturas do corpo humano em 3D através da computação gráfica.
São vídeos que comunicam de uma maneira simples temas complexos
da área de saúde.
Também participaram da discussão “Informatização e Telemedicina
como Ferramenta de Gestão, Capacitação e Ensino” Antônio Luiz de
Pinho Ribeiro, do Hospital das Clínicas da UFMG, que discutiu o
papel da Telessaúde nos hospitais universitários e contou as
experiências do programas Minas Telecardio.
Em seguida, Aldo von Wangenhein, responsável tecnológico da rede
Cyclops de Telemedicina de Santa Catarina,
mostrou os benefícios da Telemedicina para o sistema público de
saúde e discutiu a sustentabilidade dos projetos nesta área.
Luiz Ari Messina, coordenador da Rede Universitária de
Telemedicina (Rute), também se apresentou na mesa redonda e
mostrou um mapa dos pontos atingidos pela Rute. Ele ressaltou a
importância do envolvimento do Conselho Federal de Medicina
neste processo.
Por fim, Clarice Petramale, do projeto Hospitais
Sentinela da ANVISA, falou sobre a importância dos
hospitais universitários se conectarem em rede para melhorar a
avaliação de tecnologias em saúde.
Quando se encerraram as exposições, o moderador da mesa João
Flávio Paiva, do Hospital Universitário Lauro Wanderley da
Paraíba, abriu espaço para as perguntas dos cerca de 50
presentes no debate. A questão feita por um dos participantes
foi relativa ao custo de implantação de uma rede de
Telemedicina. Os expositores responderam à pergunta contando
suas experiências na construção deste tipo de infra-estrutura. O
professor Chao Lung Wen ressaltou que, apesar da questão
financeira ser relevante, ela não é o ponto principal a ser
considerado. “O mais importante na construção de uma rede de
Telemedicina é fazer uma gestão apropriada destes recursos, para
que o uso da tecnologia possa humanizar o atendimento na área de
saúde”, concluiu.
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